Nova
Friburgo, cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro, é uma das cidades
cobertas pela Mata Atlântica
(Foto: Tadeu Rocha)
(Foto: Tadeu Rocha)
Responsável por uma das maiores biodiversidades do planeta, a Mata Atlântica cobre aproximadamente 15% do território nacional, sendo encontrada nas regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país. Seu espaço abriga mais de 15 mil espécies de plantas e mais de 2 mil animais vertebrados, fora insetos e outros animais invertebrados. Apesar de tamanha extensão, apenas 12,4% da floresta corresponde a sua cobertura vegetal original, com 80% sendo encontrada em áreas privadas.
Sua importância é tanta que dentro de sua área vive
72% da população brasileira, segundo dados de 2014 do IBGE, e encontram-se sete
das nove maiores bacias hidrográficas do Brasil, que contribuem de forma
significativa para o abastecimento de água. Além da exuberância de sua
floresta, em seu espaço são desenvolvidas diversas atividades que impactam
diretamente na escala macro e micro da economia (agricultura, pesca, produção
de energia, turismo e lazer).
Justamente pelo papel central da mesma, este bioma foi
o primeiro em nível nacional a possuir garantias de lei para sua conservação e
proteção (Lei da Mata Atlântica 11.428/2006). Também foi decretada Reserva da
Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988.
Apesar de todo este
esforço, a relação entre o homem e a natureza ainda é tratada de forma
desequilibrada em sua maioria, com as ações antropológicas negativas causando
grandes danos não só para a fauna e flora como também para os próprios grandes
centros urbanos. Um importante exemplo desta intervenção devastadora foi o
desastre natural na Região Serrana do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011, área de
presença da Mata Atlântica. O desmatamento de encostas e sua posterior ocupação
irregular, somadas ao assoreamento de rios e a chuvas intensas e concentradas
acabou custando a vida de 918 pessoas, além de 215 desaparecidos.
Entender o papel das nossas florestas como aliadas e praticar ações sustentáveis
junto as mesmas nos ajuda a trazer resultados de pequeno, médio e longo prazo.
A regulação do clima (temperaturas mais agradáveis), a purificação do ar
(consumo de gás carbônico e liberação de oxigênio), a proteção do solo (combate
a erosão e consequentes riscos de deslizamentos) e mananciais (águas limpas e
próprias para consumo) são alguns dos benefícios que a sociedade pode obter
respeitando as biodiversidades brasileiras em suas diferentes escalas.
Fonte: www.sosma.org.br
